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Medo de perder



Antonio Roberto Soares

Um dos maiores obstáculos para uma vida harmônica, plena, mais expressiva e significativa é o medo de perder, sobretudo medo de perder alguém, o medo de perder quem dizemos amar: cônjuge, filhos amigos, patrão, empregado, cliente... Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital.

O medo de perder é o medo de tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual estamos nos relacionando, ele se reverte de mil e uma formas, aparece sobre mil disfarces, como o medo de sermos criticados, que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, de sermos rejeitados, de não sermos importantes, de sermos menos prezados, de não sermos amados, medo da solidão, e tudo isso pode ser designado por uma palavra : C I Ú M E S !

O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém, de não ser dono de alguém. Na relação ciumenta colocamos: nós e o outro como objetos, nesta relação pessoas e objetos são a mesma coisa. No ciúme temos medo de um dia sermos considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa, esta é a emoção do apelo, confusa, misturada, dependente e o que agrava é que na nossa cultora aprendemos como se o ciúmes sendo amor, e ele é justamente o oposto do amor pois na relação amorosa existe identidade, eu sou independentemente de você, na relação ciumenta, por outro lado, perde-se a identidade: eu sem você não valho nada, você é tudo para mim.

O amor é solto, é livre, vem de querência intima, está diretamente ligada ao sentimento de liberdade, de opção, de escolha. O ciúme prende, amarra, condiciona, determina, com essa emoção eu já não sou eu, sou o que o outro quer que eu seja.E eu sou assim para que ele seja aquilo que eu quero que ele seja.

No ciúme há um pacto de destruição mútua, cada qual, usa o outro como garantia de que não estará sozinho. Eu me abandono para que o outro não me abandone, eu me desprezo para que o outro não me despreze, eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite, eu acabo me destruindo para que o outro não me destrua.

O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém, e o mais grave talvez esteja aqui, nós passamos a vida inteira com medo de tornarmos algo que nós já somos: TOTALMENTE DISPENSÁVEIS!

O homem por definição é dispensável, transitório, efêmero, aquilo que passa, e isso é bastante real. Em todas as relações que temos somos hoje, somos substituíveis! O mundo sempre existiu antes de nós, está existindo conosco e continuará existindo sem nós. Somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois.

O medo de ser dispensáveis a alguém é o mesmo medo que temos da morte, que é real, pois o medo da morte é o ciúme da vida, é a vontade irreal de sermos eternos e imutáveis. O medo de perder nos dá a entender que as coisas só valem se forem eternas, se forem permanentes e duráveis.Uma relação só tem valor se tivermos garantia de que a vida sempre será assim como é. E, como tudo é transitório, como tudo é passível de transformação, o medo de perder nos leva a um estado contínuo de sofrimento.

As conseqüências do ciúme são muito claras. Se eu tenho medo de que me abandonem, de que não me amem, de me tornar dispensável, ao invés de fazer cada vez mais para que cada vez mais eu seja melhor, acabo gastando toda a minha energia para provar ao outro que eu já sou o mais, que eu já sou o melhor, que eu já sou o primeiro!

Ao invés de empenhar esforços para ser um cônjuge, um filho, um amigo, um pai ou uma mãe cada vez melhor, eu gasto toda a minha energia tentando provar a eles: que eu sou o melhor cônjuge do mundo, o que é uma mentira; o melhor filho do mundo, o que é uma mentira; o melhor pai ou mãe do mundo, o que é uma mentira; o melhor amigo do mundo, o que é uma mentira; e assim por diante...

O ciúme no conduz ao delírio da onipotência, os nossos atos, nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações, tudo isso é para mostras ao outro que já somos bons, capazes e perfeitos. Aqui está a diferença básica e fundamental entre o medo de perder e a vontade de ganhar.

O medo de perder é assim... Ganhamos, ninguém vai nos tomar o que já possuímos, para conservarmos o que já ganhamos... E com isso nós já chegamos ao ponto máximo, só temos que perder.

À vontade de ganhar por outro lado, é assim... Estaremos sempre ativos, descobrindo oportunidades do ganho, procuraremos ganhar cada vez mais em vez de nos preocupar com possíveis perdas.

O que temos de mais sagrado é a nossa própria vida esta nós já vamos perder, todas as outras perdas são secundárias.

O medo de perder é reativo, defensivo, justificativo! As pessoas ciumentas estão sempre se prevenindo para não perder, sempre se preparando, sempre se conservando.

As pessoas, com vontade de ganhar estão sempre optando, arriscando, o medo de perder é a vivência do futuro, é a vivência antecipada do futuro, é preocupação. À vontade de ganhar, por outro lado, é a vivência do presente, é a vivencia da beleza do presente.

Em tudo, a cada momento existem riscos e existem oportunidades. No medo da perda a pessoa só vê os risco, na vontade de ganhar a pessoa também vê os risco, mas, sobretudo, vê as oportunidades. Cada momento da vida é um desafio para o crescimento. A vontade de ganhar, a qual nos referimos, não significa ganhar de outra pessoa, e sim ganharmos de nós mesmos, ser cada vez mais, estar disposto a dar um passo a frente, estar sempre disposto a crescer um pouco mais. É importante termos para nós, que hoje podemos crescer um pouco mais do que éramos ontem, que ninguém chegou ao seu limite máximo, que idade adulta não significa que chegamos ao máximo de nossas potencialidades, não existe pessoa madura, existe sim, pessoas em amadurecimento.

Todo nosso crescimento se dá por uma paralisação de nosso crescimento pessoal, e cada um de os sabe muito bem onde paralisou, onde nossa energia está bloqueada, onde não está tendo expansão de nossa própria energia.

Ainda, não vimos até hoje, um relacionamento se deteriorar sem a presença marcante do ciúme, do desejo de sermos donos da outra pessoa, de ter poder e controle sobre as ações e até dos pensamentos da pessoa que dizemos amar!

O ciúme é a doença do amor, é um profundo desamor a si mesmo e conseqüentemente um desamor ao outro, pelo ciúme se estabelece uma relação entre dominador x dominado. O ciúme é a dor da incerteza com relação ao sentimento de alguém no futuro. É a raiva de não possuir a segurança absoluta do relacionamento no futuro, é a tristeza de não saber o que vai acontecer amanhã. Alías, o que dói no ciúme, é a insegurança do futuro, é a insegurança do desconhecido. A loucura está aí, passamos a vida inteira tentando conseguir o que jamais conseguiremos: segurança... Pois ela não existe! Ser seguro não acabar com a insegurança, mas aceita-la como inerente à natureza humana. Ninguém pode acabar com o risco do amor, por isso só é possível estar em estado de amor quando sabemos estar em um estado de risco!

Desperdiçamos o único momento que temos, que é o A G O R A,

em função de um momento inexistente: o F U T U RO ! Parece que as pessoas só valem para nós amanhã, no futuro. Nós não curtimos o relacionamento hoje com nosso cônjuge, com os filhos, com s amigos sofrendo pela possibilidade de um dia não sermos queridos por eles. O filho, por exemplo, parece que só nos é importante amanhã, quando crescer, quando se formar, quando casar, trabalhar, etc... Até hoje, não conhecemos um pai que estivesse preocupado com o futuro do filho que estivesse brincando com eles. Em geral, não tem tempo porque estão muito ocupados em assegurar aos filhos um futuro brilhante!

O ciúme é a incapacidade de vivermos a gratuidade da vida. Hoje é o primeiro dia do resto de nossa vida, querendo ou não! Hoje estamos começando, e viver é considerar cada segundo de novo, a cada dia o seu próprio cuidado, o medo daquilo que nos pode acontecer, tira nos a alegria de estar aqui e agora. O medo da morte tira a vontade de viver, o medo de perder alguém tira a beleza de estar com ela agora, alias quando se tem medo de perder alguém é porque pensamos que as pessoas são nossas, ninguém pode perder o que não tem.

Cada pessoa é única e exclusivamente dela mesma, podemos perder um livro, um isqueiro, uma bolsa, porém jamais podemos perder uma pessoa.

O sinônimo do medo de perder é a obsessão pelo primeiro lugar, colocamos nos ombros a tarefa impossível de sermos sempre os primeiros em todos os lugares e em todas as circunstâncias. Se for em casa, queremos ser o primeiro, se for no trabalho, também o primeiro, num assunto específico queremos ser o primeiro, em outro assunto qualquer sempre o primeiro. O 1o lugar é amarelante, deteriorante, ao passo que o 2o lugar é esperançoso, é enverdejante, pois quando alguém chega ao cume da montanha só lhe resta um caminho a seguir: COMEÇAR A DESCER!!

No 2o lugar, ainda temos para onde ir, para onde crescer, a postura do 2o lugar nos leva ao crescimento contínuo, porque você se decreta em 2o lugar mesmo que esteja eventualmente o 1o lugar perante a sociedade.

O 2o lugar não em relação ao outro, mas em relação a nós próprios, ou seja, ainda teremos por onde crescer e melhorar. Você sabe por que o mar é tão grande? É porque ele teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo, sabendo receber tornou-se grande, se quisesse ser o 1o e se colocasse alguns centímetros de todos os rios da terra, não seria o mar, mas uma ilha, toda a sua água iria para os outros, e ele estaria isolado...

Além disso, a perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte, é impossível viver satisfatoriamente se não aceitamos a queda, a perda, a morte o erro, precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Não é possível saber ganhar sem saber perder, não é possível saber andar sem saber cair, não é possível viver sem saber morrer!

Em outras palavras, se temos medo de cair, andar será muito doloroso; se temos medo de morrer, a vida será muito ruim; se temos medo de perder, o ganho nos enche de preocupação!!!

Esta é a figura do fracasso dentro do sucesso, pois quanto mais ganha, quanto mais melhora na vida, mais sofre. Para a pessoa que tem medo de ficar pobre, quanto mais dinheiro obtém mais preocupado fica. Para a pessoa que tem medo do fracasso, quanto mais sobe na escala social, mais desgraçada é a sua vida.

Agora, se você aprende a perder, a cair, a errar e a morrer, ninguém o controla mais, pois o máximo que pode acontecer a você é cair, é perder, é errar, é morrer e isso você já sabe!!

(Texto retirado da fita Rosa Cruz - Desenvolvimento Comportamental)


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Perdoar e esquecer

Olá gente, não ando nos meus melhores dias para escrever...estou num momento de refletir! Refletir a vida, refletir o modo de viver, de amar, de perdoar, enfim, de pensar em tudo...
Li um texto na internet que gostei muito e estou postando para que vocês também possam ler...Espero que gostem...

escrevendo na areia


Perdoar e esquecer


Llúcia Pou Sabaté

Frequentemente, ouvimos falar: “Perdoo, mas não esqueço”. Na verdade, quem diz isto não perdoa, porque guarda rancor. Por isso é dito que não se perdoa de verdade quando, no fundo, não se está disposto a esquecer. Perdoar é esquecer? Ambos produzem o mesmo efeito? Trata-se de uma questão de grande importância, já que o perdão é essencial para uma vida feliz e equilibrada: “Aquele que é incapaz de perdoar é incapaz de amar” (Martin Luther King).

Parece-me que é preciso diferenciar “esquecer”, quando significa ressentimento, e esquecer como “desaparecer da memória”. Vou me referir ao primeiro sentido: é preciso esquecer, “não regateie o perdão: é impossível caminhar com tantas feridas abertas... perdoe todas as velhas feridas e as cicatrize com resinas de amor” (Zenaida Bacardí de Argamasilla). É não querer mal, não há outro caminho. “Perdão é uma palavra que não é nada, mas que carrega sementes de milagres” (Alejandro Casona), sementes semeadas em nossos corações pelo próprio Jesus, que se alimentam até mesmo das ofensas: cada ofensa recebida é uma oportunidade de melhorar nossa capacidade de perdoar, pois, em vez de causar ressentimentos, é estímulo para essa coisa divina chamada perdão.

O paraíso está do outro lado da porta, mas muitos perderam a chave que se chama misericórdia... Todos nós precisamos de amor, de atenção, assim como de poder dar nosso amor aos outros. Por isso, sempre se deve pedir perdão: pelas ocasiões perdidas, pela plenitude não vivida no convívio, pelas palavras não ditas.

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto. Num determinado ponto da viagem discutiram e um deu uma bofetada no noutro. Este, profundamente ofendido, sem dizer nada, escreveu na areia: “Hoje o meu melhor amigo me deu uma bofetada no rosto”. Continuaram o trajeto e entreviram um oásis. Mortos de sede, ambos correram e o primeiro que chegou se atirou na água sem pensar e, em seguida, começou a se afogar. O outro amigo se atirou na água para salvá-lo. Assim que melhorou, pegou uma faca e escreveu em uma pedra: “Hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida.” Intrigado, o amigo perguntou: “Por que, depois de eu ter te feito mal, escrevestes na areia e agora escreves em uma pedra?” Sorrindo, o outro respondeu a ele:

“Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever a ofensa na areia, porque o vento do esquecimento a leva; por outro lado, quando nos faz algo notável, devemos gravá-lo na pedra da memória do coração, onde nenhum vento do mundo poderá apagá-lo”. O erro de muitos é pensar que o perdão deve surgir de seus corações, que é algo que devemos sentir, que deve, de certa forma, “nascer em nós”. Mas o perdão é uma decisão, não um sentimento, porque quando perdoamos não sentimos mais a ofensa, não sentimos mais o rancor.

“Perdoa, que perdoando terás a tua alma em paz e a terá quem te ofendeu” (Madre Teresa de Calcutá).

O perdão é o melhor, não apenas individualmente, mas também para cada sociedade e para o mundo em geral: “À espiral da violência somente arrefece o milagre do perdão” (João Paulo II). De certa forma, todos somos corresponsáveis pelas ações e omissões de cada um, e é a gotinha de cada dia que cria a revolução do amor: “O melhor que podes dar ao teu inimigo é o perdão; a um adversário, tolerância; a um filho, bom exemplo; ao teu pai, deferência; a tua mãe, uma conduta da qual ela sinta orgulho; a ti mesmo, respeito; a todos os homens, caridade” (John Balfour).

Quando alguém é perdoado transforma-se em uma pessoa diferente, ainda que demore a reagir: “Nada encoraja tanto o pecador como o perdão” (William Shakespeare). Isso ocorre porque se sente querido, e muito valorizado, porque as pessoas sempre estão acima dos seus erros (Jutta Burggraf). E, quando cresce a consciência do seu valor, comporta-se melhor. Por outro lado, cresce também quem perdoa, pois “nada nos assemelha tanto a Deus como estarmos sempre dispostos a perdoar” (São João Crisóstomo)”.


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Necessidade de entender

Tem coisas que eu não entendo
Talvez eu morra sem entender
O erro talvez esteja aí
no fato de querer entender
o que talvez não tenha explicação

Passamos muito tempo da vida pensando
Poderiamos estar fazendo algo melhor
que nos fizesse crescer, amadurecer
Mas a necessidade humanar de saber
ainda move nosso ser

Queremos saber e entender os porquês
Como, quando e onde
O começo , o meio e o fim
tudo a nossa volta é mistério

Onde erramos? Onde falhamos?
Demos nosso melhor e mesmo assim...
não foi o suficiente
E passamos a vida nos condenando!

Só queria entender...
Só queria entender...

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A dor da INDIFERENÇA




Dor! Dor da indiferença, do desprezo, da insensibilidade. Com certeza são dores que fazem sangrar mais que qualquer ferida. Faz nos sentir sem valor, diminuídos, sem energia ou forças sequer para respirar, e o pior, faz nos sentir seres indignos de receber amor.

Coloca ainda em risco nossa saúde mental, levando-nos muitas vezes a acreditar que nunca a tivemos. Ficamos sem rumo, sem o chão para nos apoiar, porque quase sempre não temos com quem contar, um ombro para chorar. Auto-estima e amor-próprio não fazem mais parte de nossos sentimentos.

A razão pede para ir embora e a emoção pede para ficar, com o desejo enorme desse alguém que nos maggou vir nos salvar. Espera-se que alguém tire essa dor que dilacera tudo por dentro. Pura ilusão, pois a única pessoa que pode fazer algo por você, melhor que qualquer outra pessoa, é você mesmo, mesmo que se sinta incapaz para isso.

A melhor forma de nos frustramos é esperarmos que alguém mude ou faça o que esperamos. Quando somos levados apenas pelas emoções, parece que perdemos o controle e não conseguimos discernir mais o certo e o errado. As emoções não obedecem à razão. O que fazer então, quando o conflito é gerado por tantos sentimentos?

É preciso neste momento tentar descobrir a causa da dor. Se continuar chorando, gritando, controlando, cada vez mais ficará com a dor que tanto machuca. Deve-se também buscar a certeza de qualquer atitude que vá tomar, para que não transforme o conflito em mais sofrimento ou arrependimento, muitas vezes impossível de ser transformado.

Por mais que possamos responsabilizar alguém por nossas dores, somos nós mesmos que a causamos ao permitirmos que tal situação permaneça. Podemos culpar pais, irmãos, namorados, chefes, mas isto nada adianta. A dificuldade está dentro de cada um de nós por não conseguirmos mudar os fatos, que por vezes podem ser difíceis de serem aceitos.

É a interpretação que damos aos acontecimentos e situações que nos leva ao sofrimento. É quando esperamos algo que nunca vai chegar. Vale lembrar da Oração da Serenidade, adotada pelos Alcoólicos Anônimos no mundo inteiro:

Já chorou tudo o que tinha para chorar, agora é hora de sair da posição de vítima, que não nos permite sair do lugar e tornar-se responsável pela própria vida. Chega de lamentações. Muitos machucam aos outros e a si mesmo para conseguir o que esperam, fazendo de tudo para resgatar o que um dia acreditou.

É claro que muitas vezes alguém pode realmente tê-lo machucado, porém isto não deve servir de pretexto para manter o que tanto machuca. Ninguém está livre de problemas e nem das contrariedades da vida, mas manter tudo isto ou não só depende de cada um de nós. Se uma situação é intolerável, se você se sente desprezado, rejeitado, por que manter tal situação?

Não é preciso perder sua saúde mental para só depois tentar fazer algo. O momento de reagir é agora, enquanto há o mínimo de forças. É preciso compreender que as soluções estão dentro de nós e não em outra pessoa ou situação externa. É importante às vezes sairmos fora de nós mesmos e observarmos a situação como se estivéssemos assistindo a um filme, para então podermos colocar luz onde é só escuridão.

É sua responsabilidade fazer algo para melhorar. Não espere que o outro te dê amor, carinho, atenção, colo, te faça se sentir importante, você é quem deve se dar tudo isso. Devemos aprender a aceitar o que não pode ser mudado, aprender que não podemos colocar sentimentos dentro de alguém e muito menos, colocar nossa capacidade de amar nas mãos de alguém.

Não é porque o outro não valoriza o que você é e faz que tudo isso não tem importância. Tem sim e muita. O outro é que não tem sensibilidade para perceber seu real valor. Então para quê continuar uma situação que machuca e te enfraquece tanto?

Tudo o que temos é o dia de hoje e dependerá de você vivê-lo da forma mais harmoniosa possível. Sua força vem de você e da construção de relacionamentos saudáveis com as outras pessoas e com você. As feridas podem e devem se cicatrizar, mas não permita que essa dor que dilacera e destrói tudo por dentro permaneça te fazendo desistir de você e de viver.

Lembre-se: amor, atenção, carinho e amizade não se pede. Apenas se recebe.

Rosemeire Zago

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Deus cuida de mim

Cada dia que passa, a cada minuto percebo mais a misericordia de Deus na minha vida. E incrivel como a vida passa e as vezes, estamos tao ocupados, tao distraidos que nao somos capazes de sequer dizer um obrigada a Deus por cada segundo de nossa vida, por cada oportunidade de um novo dia. Colocamos a culpa nos afazeres, na correria do dia a dia. Deixamos Deus em ultimo plano e quando chega ao final do dia resolvemos pensar nele, mas por vezes nao conseguimos, porque ja e tarde e o sono bate. O mundo domina nosso tempo, toma conta da nossa vida. peço perdao a Deus por muitas vezes ter deixado iss acontecer comigo. Nunca na minha vida esqueci da existencia de Deus, pois essa e a razao da minha vida, o motivo da minha existencia, mas mesmo assim, quantas e quantas vezes deixei de dar a ele toda atençao que ele merece, uma atençao, um amor so dele.
Mas mesmo assim ele nunca me desamparou. Quando passamos por provaçoes corremos para os braços de Deus, que e nosso Pai e nunca desite de nos. Somos como o filho prodigo, que abandonou seu pai e correu pro mundo, mas quando percebeu seu erro voltou para casa...e ao inves de ser rejeitado foi amado. Deus faz assim consoco, por mais que nosso pecado inflame, por mais que nos afastemos, por mais que nao sejamos dignos de clamar seu nome, Deus e todo misericordia e seus braços estao abertos para nos abarçar quando voltamos, quando arrependidos gritamos por ele.
So Deus sabe como estou por dentro, uma vontade imensa de gritar, de chorar, tem vezes que ate sumir eu quero, mas e nesse momento que Deus me da forças e e incrivel como consegue nos levantar. So na presença dele cnsigo acalmar meu coraçao, consigo ver que ate nas provaçoes, nas dificuldades tenho quem me ame...Mesmo que o mundo me abandone, Deus nunca me abandonou. Nao mereço tanta misericordia, mas Deus me ama com amor incondicional, morreu por mim, pelos meus pecados. Sofreu por esse tao imenso amor. Como posso ainda reclamar da vida, chorar, sofrer???
Se sofro, se choro e porque sou humana e sei que Deus entende minhas fraquezas, meus sofrimentos, mas quer me mostrar que ainda vale a pena sorrir. E se nao fosse o tao perfeito amor de Deus eu nao sei o que seria de mim...ja teria desistido de tudo, dos meus sonhos, das pessoas que amo!
Senhor, hoje escrevo para ti, para tua gloria, para agardecer uma vez mais por nunca me abandonar e por me fazer acreditar que quem acredita sempre alcança e que devemos te deixar agir, nao devemos tomar a sua frente para fazer nossa vontade. Nao me desesperarei, acredito no seu poder e que em teu nome e atraves de oraçoes consiguirei o milagre que preciso!
Amo-te amado de minh'alma...

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Medo




Medo, palavra que assusta
palavra que incomoda
que às vezes não compreendemos
somente sentimos
Já tive medo de escuro
medo de ficar sozinha
medo de cachorro
medos, medos e medos
dá até medo lembrá-los
mas impossível esquecê-los
somente crianças sentem medo?
mera ilusão
ele faz parte da nossa vida
da nossa condição de ser humano
por vezes passa de repente
por outras
invade nossa alma
toma conta do nosso ser
aprender a lidar com ele?
com o tempo aprendemos
Hoje, continuo tendo medo
mas não aquele medo
de quando era pequenina
meus medos cresceram
assim como eu crescer
Tenho medo de perder
perder o tempo
a oportunidade
perder quem amo
mesmo sabendo que não estou só
que não preciso temer
pois Deus assim me fala
porém, sou humana
e como tal apresento fraquezas
Tenho medo de ter medo
e meu maior medo
é medo de decepção
...
...
calo-me por já não ter palavras
por guardá-las comigo
...

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Justiça? Ela existe mesmo?




Que vontade estou de escrever, de mais uma vez me comunicar através das palavras que saem de minha mente de uma forma tão vibrante. Estou aqui porque preciso realemente escrever, mesmo que o cansaço já comece a gritar, depois de um dia longo de trabalho, de correria, de faculdade. Hoje, quando saí da faculdade fui andando até a rodoviária para pegar uma van, e ao chegar no ponto fiquei admirada. Havia três policiais multando todas a vans que ousassem parar para pegar algum passageiro...A fila estava começando a ficar muito grande e quanto mais pessoas chegavam, mais os policiais multavam, não permitindo assim que as vans parassem.Mas mesmo assim, houve vans que pararam pois precisavam dos passageiros. Sabe, o guarda tratava os motoristas com tanta frieza, como se eles estivessem cometendo o maior pecado do mundo. E ao presenciar aquilo senti um salto dentro de mim que me fazia questionar: "ESSES POLICIAIS NÃO TÊM NADA MAIS ÚTIL PRA FAZER NÃO??? e completava assim...AO INVÉS DE ESTAREM PRENDENDO BANDIDO, ESTÃO AQUI ATRÁS DE PESSOAS TRABALHADORAS.
Por mais que parecesse loucura eu pensar assim, é a verdade!!! Justiça? O que seria isso para um país onde tal palavra está quase em extinção. Enquanto uns estão roubando, outros estão matando e a violência só aumentando, as autoridades só se preocupam com coisas banais, em deter pais de família que trabalham o dia todo para conseguir renda para sustentar sua casa. E após todo esse trabalho ainda são humilhados por estarem alí.
É, mais um vez vemos que falar de JUSTIÇA é algo muito fácil, porém, colocá-la em prática é muito diferente. Quem sabe por falta de coragem de tomar atitude, por medo de lutar contrea violência e ser atingido por ela. Precisamos entender como a justiça funciona neste país e ver se é isso mesmo que o mundo precisa para se tornar um local de paz ou se cada dia mais estamos vivendo em um guerra sem fim.
Precisamos pensar sobre isso, refletir sobre o mundo, lutar por nossos direitos, pelos direitos daqueles que não tem voz nem vez.
Que possamos tomar consciência de que a justiça deve ser feita de forma justa...E não de uma forma interesseira.
A única coisa que me conforta é saber que a maior e mais exata das justiças é sempre feita...A justiça de Deus...e essa não erra jamais! Que Deus possa estar em nossos corações a cada dia em busca de igualdade!

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Pensamentos de minh'alma


Já faz um tempo que não venho até aqui escrever, desabafar, devido à falta de tempo. Minha vida está uma correria e às vezes não consigo separar uns minutinhos para fazer coisas que me fazem bem, assim como escrever. Se estou aqui de volta escrevendo é porque já não consigo mais guardar as palavras. Quando escrevo parece que me sinto mais leve, mais tranquila. É uma pena que hoje eu não venha escrever como eu sempre escrevi, com um entusiasmo sem igual, usando palavras de conforto, que transmitam alegria a quem as leiam. Hoje, talve pela primeira vez eu sinta necessidade de abrir meu coração, colocar pra fora mágoas que habitam em mim.
Tão estranho e ao mesmo tempo tão natural, me sinto por vezs perdida sem saber onde parei, onde comecei, onde quero chegar. O vazio que em mim nunca existiu começa a querer desabrochar como flor em plena primavera. Quem sabe meu interior fosse apenas uma semente, imatura. Quem me dera talvez fosse, quem sabe assim o sol e o vento não me afetariam, mas agora desabrochada, exposta estou às erosões da vida e essas tentam me ver murchar. Preciso mais que nunca ser regada, adubada, cuidada. me sinto frágil e delicada. Meu alimento não é deste mundo, porque se fosse não me sentiria jamais saciada. Meu alimento se chama Jesus e não aguento mais permanecer neste jejum, jejum que me consome aos poucos. Eu tenho sede, tenho fome. É a fome da alma, do espírito.
Esse vazio é o que me incomoda, que me faz querer me alimentar. Agora, escrevo para aliviar o medo, o arrependimento, a culpa, tudo que em mim já não me faz bem, tudo que me consome sem eu nem perceber. Quero poder voltar a escrever minhas alegiras, conquistas e felicidades, mas isso quem sabe, só volte a acontecer quando eu perceber que a flor, que era semente, só crsce quando exposta ao sol, à chuva, anfim, quando se deixa envolver pelos fatores naturais que a fotalecem mais a cada dia.

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